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Todo mortal é um artista

In Uncategorized on janeiro 23, 2010 by panica

Se a ausência da vida é um nada absoluto
E a arte é uma forma de expressão
A vida é uma forma que o nada tem de se expressar

Logo, a vida é a arte do nada.

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Viver e amar

In Uncategorized on dezembro 30, 2009 by panica

Um verbo não existe sem o outro
como amar se não se vive?
como viver se não se ama?
quem ama, vive e quem vive, ama
quem não ama, não vive
atravessa
quem não vive, não ama
inexiste

melhor inexistir a sentir o gosto amargo do atravessar

e tenho dito.

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Cão bravo

In Uncategorized on dezembro 24, 2009 by panica

Viajo pra tentar me desligar do caos virtual mas não consigo!
E meu coração apertado, muito apertado mesmo; é ótimo comer chorizo argentino em Puerto Iguazú, ganhar cem doletas no casino e depois torrar tudo em Lindt no Duty Free, mas o que eu quero mesmo é aquela vidinha simples da semana passada, entende?

Meu vale wifi acabou de acabar.

Hasta!

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Time to set the stones

In Uncategorized on dezembro 19, 2009 by panica

Ontem presenciei o ápice do companheirismo, da compreensão e do carinho.

“É preciso um grande caos interior para parir uma estrela dançarina” Nietzsche

Tchau, caos!

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Estrela dançarina

In Uncategorized on dezembro 17, 2009 by panica

Ontem tive uma das melhores noites. Porque é tão bom ficar junto de quem gostamos, horas a fio conversando, filosofando e ouvindo história de vida, sabe, nunca tinha tido um momento assim tão intenso. Nossas intenções são as mesmas e nosso modo de ver as coisas também.

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Oi, blog

In Uncategorized on dezembro 15, 2009 by panica

Agora tenho um senhor motivo para estudar. Bem agora que o ano acabou, estourei em faltas, peguei algumas reprovas e estou na iminência de chutar tudo pro alto. Apenas Holden Caulfield me entenderia e ninguém mais. Meus dias andam sendo bem aproveitados e o motivo ao qual me referi definitivamente não é acadêmico.

Preciso comentar ainda a viagem que eu fiz, a pessoa que eu conheci, e que pessoa. As marolas, as baladas, as comidas e as águas que vinham de todos os lados, inclusive do céu. O sorriso que eu esperei, o abraço que eu ganhei e todas as outras coisas que ficarão guardadas no meu coração, que é grande e tem espaço pra tudo e todos.

Falando em cruzeiro, já marquei o meu próximo para o dia 15 de março, mas antes – mais especificamente na semana que vem – irei pra Foz do Iguaçu e depois dar umas voltas pela Argentina no reveillon. Toda tempestade que passou pela minha vida por alguns dias (não foram nem 10) se transformou em um arco-íris e agora me sinto muito bem.

A Paula não existe mais – nem em texto – mas não me arrependo de tê-la conhecido, ela foi boa ao me fazer perceber o quão grande sou por dentro.

Me sinto livre o suficiente para desabafar nesse espaço, embora agora eu saiba que não sou o único a ler isso aqui. Tudo continuará intacto.

Tchau, blog

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Fim de semana

In Uncategorized on dezembro 14, 2009 by panica

Sexta é dia de bar. É dia de sentar com os amigos, trocar novidades, piadas, fumaça e sorrisos. É dia de balada também. Mas sábado tem mais a cara da noite, da festa, do exagero, do proibido. Domingo chuvoso é dia de ficar abraçadinho conversando sobre filosofia na companhia de Zaratustra e um Lucky Strike. Já segunda, bem… é dia de postar no blog.

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In Uncategorized on dezembro 14, 2009 by panica

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Paula

In Uncategorized on dezembro 2, 2009 by panica

Meus últimos fins de semana foram com ela. Gastei todo meu salário com ela. Estou dominado, ela não sai do meu pensamento. Ela me seduz, ela me instiga, ela me faz bem, ela não é homem, ele não é mulher, ela transcende. Não posso tê-la todos os dias, vontade não falta, nem oportunidade, o que falta é… bem, deixa pra lá. Ela chega, eles se vão. Quando estou com ela é só eu e ela. Mais ninguém por perto, mais ninguém preciso. Ela basta. Nem um ser humano me completou tanto quanto ela. Ela persuade, ela entra e não quer sair mais. No fundo eu nem gosto dela, mas ela gosta de mim. Não queria estar tão próximo dela, mas ela se aproxima sempre. Ela me encanta, ela me acolhe, ela me abraça tão forte que fico amortecido. As vezes ela me decepciona. Espero uma atitude dela e ela faz o contrário. Ela é inconstante. Mas esse é o preço que se paga pra se sentir melhor, pra se sentir mais forte e estar ao lado de alguém tão especial. Ela é intocável, todos temem sua presença. Mas ela é onipresente. Ela sorri como ninguém. Sua pela clara disfarça sua ira. Ela não gosta de ser dominada, ela domina sempre. Ela não te dá chances, nem escolha, ela mantém o controle sobre tudo. Não se meta com ela. Ela é um doce, mas se irritá-la em demasia, ela pode acabar com você. Sem contar que ela tem dono, e o dono sou eu. Ou seria ela? Ela é agressiva, ela me satisfaz. Estou apaixonado por ela, mas não posso deixar que a paixão se transforme em amor. Não quero amá-la. Não quero viver ao lado dela pra sempre. Não sei se ela será unica e suficiente a vida inteira. Não sei se ela me acolherá sempre. Não quero me decepcionar. Pensando bem, não quero mais ela. Mas ela não para de me ligar. Ela não para de me tirar o sono, de entrar nos meus sonhos, de me tirar a concentração, de me fazer chorar, de me sentir fraco, de me fazer ficar com vergonha de mim mesmo. No fundo eu a odeio, mas ela me ama. Ela é um chiclete que grudou em mim e não me deixa mais partir. Tudo o que eu quero é distância dela. De branco já basta eu. Não quero mais esse loiro que me cega. Ela me humilha, ela me chateia, ela me faz pensar coisas que eu nunca havia pensado antes. Ela é criativa, mas é uma vadia. Ela é pouca, ela destrói, ela acaba. Ela mata.

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Balleted

In Uncategorized on novembro 23, 2009 by panica

O poema desabrochou tímido, insípido, mas logo começou a ficar sassiável e bastante interessante. A pressa fê-lo frear e entrar em stand by. Vinte e quatro horas foram o suficiente para que o homem repensasse sobre sua continuação e persebesse que esta não poderia existir. Termina sem fim, termina sem ele mesmo.

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Aside outside neverside

In Uncategorized on outubro 31, 2009 by panica

Para cada um escreverei uma canção e no final da vida terei um single com meia dúzia de bsides.

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In Uncategorized on julho 7, 2009 by panica

Não tô cheirando não, é pó de sujeira mesmo. Aqui eu posso escrever mais de 140 caracteres, mas será que há tudo isso a ser escrito? Nunca fui de escrever muito, nunca fui de entrar em detalhes, por que eu mudaria agora? Isso não é um flashback, tampouco um exame de Antropologia. Aqui eu posso escrever (e por que não escrevo?).

Poder é diferente de querer, que é diferente de necessitar, que é diferente de conseguir. Isso parece óbvio, e é. Então por que escrever algo que é óbvio? Talvez este precise de uma maior reflexão, pois o que é óbvio pra mim pode não ser pra você e vice-versa e versa-vice. Se Milton Santos pode, eu também posso.

ORA, POIS!

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iwasthere.com

In Uncategorized on abril 18, 2009 by panica

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Unesp

In Uncategorized on fevereiro 7, 2009 by panica

Pois bem, agora tenho um esboço do meu destino. Fui aprovado na Unesp, UFSCar, UFU e na Faculdade de Direito de Franca. Depois de muito pensar e muito indeciso ficar entre o quindim e o brigadeiro, entre as leis e as pessoas, escolhi que quero ser um cientista social formado pela Unesp.

Adeus, vida de vestibulando. AGORA SOU UNIVERSITÁRIO!

PS: estou feliz.

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Flashback 2008

In Uncategorized on janeiro 5, 2009 by panica

Antes e começar o quarto flashback (oh!), já vou adiantar que este não será, nem de perto, extenso quanto ao anterior por três motivos: 1 – não estou lembrando direito das coisas que me ocorreram esse ano (minha memória está horrível and counting); 2 – estou com preguiça de escrever e, sinceramente, detesto redigir textos aos pedaços (em várias sentadas ou em vários dias); 3 – desmistificar o fato de que o tamanho de cada flashback tem que ser proporcional à qualidade do ano ou maior que o anterior.

Esse ano foi muito bom. Não vou falar que foi melhor que o anterior pois cheguei a conclusão de que não se deve comparar as coisas, muito menos momentos da vida. Tudo começou em Ituverava e acabou numa sacada. No meio disso, frequentei curso pré-vestibular mas não estudei, conheci gente nova, virei sócio da vila, fiz 18, fui no show dos Scorpions e etcetera.

Meu futuro é incerto, só conseguirei um esboço do meu destino a partir do dia 30. Até lá, o jeito é esperar.

Não disse que ia ser pequeno?

Feliz dois mil e nove.

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Vine qua non

In Uncategorized on dezembro 12, 2008 by panica

Só para constar
Que algum dia, em algum lugar
Amei e fui amado
Se serei deixado
Só o tempo vai falar
Em algum dia, que algum lugar
A só nós pertencerá
Desejo não faltará
Para me deixar hesitar
Se algum dia, em algum lugar
For preciso escolher
Entre o amor e o viver
Somente saberei
Sem que ame não poderei
Viver ainda que inventaste
Um verbo mais forte que o amar
Para sempre te falar
Quando o olhar não conseguir
Transmitir o amor
Que eu sinto por ti

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Adequar-vos vós

In Uncategorized on outubro 10, 2008 by panica

às leis atribuídas pela União, aos padrões impostos por aqueles que sob elas vivem, às tendências globais e à vivência em sociedade.

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De médico a monstro

In Uncategorized on outubro 4, 2008 by panica

Interromper ou não a gestação de uma vida é um assunto que tem sido bastante discutido por deputados e autoridades governamentais brasileiras. A prática do aborto, que já foi descriminalizada em grande parte dos países da União Européia, envolve questões éticas e morais que geram contradições e opiniões divergentes.

Se a vida surge a partir da fecundação, o que é claramente constatado em qualquer livro de embriologia, o médico, ao realizar um aborto, volta-se contra os seus princípios, podendo, pois, além de salvar, exterminar vidas. Assim, um ser indefeso perde o direito de viver antes mesmo de nascer.

Com a liberação do aborto, várias contradições surgiriam como consequência. Além de contrapor o processo natural da vida, o aborto impugnaria o código civil de 1916, que alega pôr a salvo os direitos (dentre eles o de viver) do nascituro desde sua concepção. O Estado, por exemplo, mostra-se preocupado com a população ao proibir o consumo de drogas por causar danos à saúde humana; todavia, o aborto, pior do que ser prejudicial, é fatal.

Por mais prático e cômodo que seja a interrupção de uma gestação, descartar valores humanos construídos ao longo dos anos em prol de uma conveniência definitivamente não é a melhor saída. A medecina conquistou seu respeito histórico por salvar vidas e trazer benefícios ao homem, respeitando a ética e os direitos homanos, que começam na fecundação. Com a legalização do aborto, ela não só perderia parte de seu respeito como contribuiria para o processo de artificialização do mundo, rebaixando a figura de médico a monstro.

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5 minutos

In Uncategorized on setembro 18, 2008 by panica

é o tempo que tenho pra escrever este texto. Estou no colégio e o ônibus passa daqui 4 minutos, sendo que ainda tenho que desligar o computador e dar uma olhada nas manchetes de hoje, o que me restará apenas 3. Mais 2 minutos reservo para arrumar minhas coisas e dirigir-me até a porta. Gasto exatos 60 segundos para chegar ao ponto, que fica há uns 200 metros daqui.

Time over.

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Para a sua felicidade, eu voltei

In Uncategorized on setembro 14, 2008 by panica

a escrever aqui, assíduo leitor, enquanto meu novo projeto não fica pronto.