O poema desabrochou tímido, insípido, mas logo começou a ficar sassiável e bastante interessante. A pressa fê-lo frear e entrar em stand by. Vinte e quatro horas foram o suficiente para que o homem repensasse sobre sua continuação e persebesse que esta não poderia existir. Termina sem fim, termina sem ele mesmo.
Para cada um escreverei uma canção e no final da vida terei um single com meia dúzia de bsides.
Não tô cheirando não, é pó de sujeira mesmo. Aqui eu posso escrever mais de 140 caracteres, mas será que há tudo isso a ser escrito? Nunca fui de escrever muito, nunca fui de entrar em detalhes, por que eu mudaria agora? Isso não é um flashback, tampouco um exame de Antropologia. Aqui eu posso escrever (e por que não escrevo?).
Poder é diferente de querer, que é diferente de necessitar, que é diferente de conseguir. Isso parece óbvio, e é. Então por que escrever algo que é óbvio? Talvez este precise de uma maior reflexão, pois o que é óbvio pra mim pode não ser pra você e vice-versa e versa-vice. Se Milton Santos pode, eu também posso.
ORA, POIS!
Pois bem, agora tenho um esboço do meu destino. Fui aprovado na Unesp, UFSCar, UFU e na Faculdade de Direito de Franca. Depois de muito pensar e muito indeciso ficar entre o quindim e o brigadeiro, entre as leis e as pessoas, escolhi que quero ser um cientista social formado pela Unesp.
Adeus, vida de vestibulando. AGORA SOU UNIVERSITÁRIO!
PS: estou feliz.
Antes e começar o quarto flashback (oh!), já vou adiantar que este não será, nem de perto, extenso quanto ao anterior por três motivos: 1 – não estou lembrando direito das coisas que me ocorreram esse ano (minha memória está horrível and counting); 2 – estou com preguiça de escrever e, sinceramente, detesto redigir textos aos pedaços (em várias sentadas ou em vários dias); 3 – desmistificar o fato de que o tamanho de cada flashback tem que ser proporcional à qualidade do ano ou maior que o anterior.
Esse ano foi muito bom. Não vou falar que foi melhor que o anterior pois cheguei a conclusão de que não se deve comparar as coisas, muito menos momentos da vida. Tudo começou em Ituverava e acabou numa sacada. No meio disso, frequentei curso pré-vestibular mas não estudei, conheci gente nova, virei sócio da vila, fiz 18, fui no show dos Scorpions e etcetera.
Meu futuro é incerto, só conseguirei um esboço do meu destino a partir do dia 30. Até lá, o jeito é esperar.
Não disse que ia ser pequeno?
Feliz dois mil e nove.
Só para constar
Que algum dia, em algum lugar
Amei e fui amado
Se serei deixado
Só o tempo vai falar
Em algum dia, que algum lugar
A só nós pertencerá
Desejo não faltará
Para me deixar hesitar
Se algum dia, em algum lugar
For preciso escolher
Entre o amor e o viver
Somente saberei
Sem que ame não poderei
Viver ainda que inventaste
Um verbo mais forte que o amar
Para sempre te falar
Quando o olhar não conseguir
Transmitir o amor
Que eu sinto por ti.
às leis atribuídas pela União, aos padrões impostos por aqueles que sob elas vivem, às tendências globais e à vivência em sociedade.
Interromper ou não a gestação de uma vida é um assunto que tem sido bastante discutido por deputados e autoridades governamentais brasileiras. A prática do aborto, que já foi descriminalizada em grande parte dos países da União Européia, envolve questões éticas e morais que geram contradições e opiniões divergentes.
Se a vida surge a partir da fecundação, o que é claramente constatado em qualquer livro de embriologia, o médico, ao realizar um aborto, volta-se contra os seus princípios, podendo, pois, além de salvar, exterminar vidas. Assim, um ser indefeso perde o direito de viver antes mesmo de nascer.
Com a liberação do aborto, várias contradições surgiriam como consequência. Além de contrapor o processo natural da vida, o aborto impugnaria o código civil de 1916, que alega pôr a salvo os direitos (dentre eles o de viver) do nascituro desde sua concepção. O Estado, por exemplo, mostra-se preocupado com a população ao proibir o consumo de drogas por causar danos à saúde humana; todavia, o aborto, pior do que ser prejudicial, é fatal.
Por mais prático e cômodo que seja a interrupção de uma gestação, descartar valores humanos construídos ao longo dos anos em prol de uma conveniência definitivamente não é a melhor saída. A medecina conquistou seu respeito histórico por salvar vidas e trazer benefícios ao homem, respeitando a ética e os direitos homanos, que começam na fecundação. Com a legalização do aborto, ela não só perderia parte de seu respeito como contribuiria para o processo de artificialização do mundo, rebaixando a figura de médico a monstro.
é o tempo que tenho pra escrever este texto. Estou no colégio e o ônibus passa daqui 4 minutos, sendo que ainda tenho que desligar o computador e dar uma olhada nas manchetes de hoje, o que me restará apenas 3. Mais 2 minutos reservo para arrumar minhas coisas e dirigir-me até a porta. Gasto exatos 60 segundos para chegar ao ponto, que fica há uns 200 metros daqui.
Time over.
a escrever aqui, assíduo leitor, enquanto meu novo projeto não fica pronto.
Tantas coisas importantes para serem escritas aqui. Tantos dias se passaram e eu nem me dei conta desse blog.
Seguinte, isso aqui vai sair do underground mês que vem em forma de domínio.
Aguardem!
O que eu mais faço na vida é escrever textos nesse blog e no final desistir de publicar. Devem ter mais rascunhos salvos no servidor do que textos de fato publicados. Publicados. Porque aqui eu posso repetir palavras o quanto eu quiser, assassinar as regras gramaticais, quebrar as pernas do léxico, inventar palavras. Posso escrever do jeito que eu quiser, e que eu não quiser também. Porque isso aqui é meu e eu publico o que eu quiser.
Estou farto de seguir regras, de andar na linha, te der que frequentar uma escola burguesa e ainda ter que ouvir pessoas falando que se preocupam com a pobresa, a desigualdade e a fome nas favelas.
Há tantas regras inúteis e tantas outras importantes que inexistem. Pra que se apegar ao detalhe? Pra que? Pra que ser tão intolerante a coisas ínfimas e tão tolerante às intolerantes? Pra que?
As pessoas ainda não perceberam que a eficiência está em um lugar onde não tem pressão, não tem tempo, nem pessoas em volta. Elas se enfraquecem, se auto-destroem. Elas não sabem de nada.
Não estou nem um pouco preocupado se o que eu escrevi não ficou claro pra você, se meu texto apresenta falta de coesão, se a modalidade não está adequada, etc. Aqui eu publico o que eu quiser, como eu quiser e quando eu quiser, entendido?
Saco.
Descobri um novo hobby que andei adotando de uns tempos pra cá: reclamar.
Na verdade eu sempre reclamei, percebe-se resquícios em meus textos – creio, mas ando praticando mais frequentemente de uns dias pra cá. O estress corriqueiro da minha vida de quase-adulto anda me trazendo dúvidas e mais dúvidas. E dúvida é uma coisa tão ruim, sabe.
Ontem uma pessoa me ligou e eu disse exatamente isso a ela. Não referente a mim, e sim, a ela mesma. Disse que ela reclamava muito. E hoje descubro que quem reclama sou eu.
Definitivamente odeio pessoas que reclamam, que estão sempre insatisfeitas com as coisas. Isso está quase tão fora de moda quanto brinco em orelha masculina.
Falando em brinco, comprei duas lindas argolas de prata ontem na feira hippie.
Este blog está muito depressivo pro meu gosto. Eu realmente queria escrever algo alegre mas (acho que) não consigo. Eu poderia até tentar, mas não aqui, e nem agora.
Foi-se o tempo da dedicação
Foi-se o tempo da decepção
Porque o tempo passa, e isso parece ser inevitável. Parece, apenas parece.
Meros mortais somos nós a ponto de acreditar que tudo vale a pena.
No fim tudo acaba, de uma forma tão sagaz, simples e rápida que chego a ficar absmado. As vezes as coisas parecem fazer tanto sentido, mas logo em seguida consigo provar que a falta dele é bem maior. Bem maior mesmo.
Por isso digo: pense.
Há muito o que pensar.
Se pensar adiantasse alguma coisa, eu já estaria super adiantado.
Como me intriga a curiosidade de saber o que teria acontecido se eu não tivesse feito aquilo, ou o que teria acontecido se eu tivesse feito diferente. E então você vem com aquele papinho de que se foi assim é porque era pra ser. Cômodo, não?
Se é pra ser do jeito que sempre é, então qual é a justificativa de abortos espontâneos, extermínios em massa, êxitos em fraudes e crimes desumanos, sequestros, mortes, mortes e mais mortes?
Acreditar em destino é submeter-se ao nada.
Porque se ele realmente existe, é mostruoso. Esconde sua face maléfica, invisibilizando-se à percepção humana, passando a imagem de decência constante.
Tudo bem, é mais fácil acreditar que nossas vidas estão traçadas. Mas se você realmente quer uma vida fácil, está no lugar errado.
Prepare os pulsos e parta pra outra.
“Aqui seguem minhas receitas de bolo de chocolate, bem doce, com cerejas vermelhas e uma pitada de nada no meio”
Porque eu aprendi com minha mãe que o aprendizado é constante, que todo dia temos que aprender algo, nem que seja uma receita de bolo.
E foi essa a primeira frase do ano escrita no meu diário. Sim! Esse ano resolvi fazer um diário e prometi pra mim mesmo que iria tentar escrever pelo menos uma vez por semana, porque todo final de ano tento lembrar de como foi meu ano, o que eu fiz, mas nunca lembro detalhadamente. Gosto de lembrar, analisar, tirar conclusões, traçar parâmetros e comparar com os anteriores para ver o que eu aprendi, quão evolui, se foi melhor, pior, e coisas do tipo. É uma pena que eu tenha parado de escrever nele do meio do ano pra frente, assim como parei de estudar, coisa que não poderia ter acontecido, já que prestaria vestibular no final do ano, mas enfim.
Dentre erros e acertos, ganhos e perdas, casos e acasos, posso dizer com toda certeza que esse foi o melhor ano dos últimos anos que me recordo; talvez para compensar o fiasco do anterior. Varios problemas resolvidos, outros, amenisados graças ao tempo, que se encarrega de colocar as coisas no lugar.
“Só pra reforçar meus 3 objetivos” foi o que eu escrevi em demasia ao longo das páginas. Porque é sempre bom escrever, repetir e fixar na mente aquilo que se deseja alcançar rapidamente. Em um deles (que por um acaso é o mais simples), obtive êxito logo no começo do ano. O do meio (nem tão simples, nem tão impossível) não consegui, e acho que nunca conseguirei. O último (o mais complicado) acredito estar para conseguir.
“Um dia por vez, essa é a regra”; “Friday was a happy day”; “Seis, cada dia mais próximo”; “Hoje toquei numa Fender Jaguar, beijos, Marcia”; foram apenas randomizações caligráficas. Marcia me ajudou bastante, mesmo não sabendo.
“Sou uma formiga escalando um prédio de 13 andares” foi como me senti inumeras vezes. Pobre de mim que não sabia que capacidade não basta; é preciso saber que é capaz para ser capaz.
“Vieram falar comigo hoje”. Pois é, quase me apaixonei erroneamente. A sorte foi que alguém puxou o braço, e nada disso aconteceu. Nada disso nem daquilo aconteceu, é uma pena. Porque o álcool nos transforma em seres quase que irracionais, e isso é um grande problema. Mas o bom senso sempre dá uma mãozinha, né?
“Hoje fui ver meu futuro lar, a terra estava bem marrom” foi o que eu escrevi dia 24 de abril. É tão bom ter a sensação de conquista, de certeza. Ver alguém feliz, ajudar alguém a ser feliz.
Brian, oh, Brian! Brians da minha vida. Um é ótimo, dois é perfeito.
“…seria o melhor presente que eu poderia ganhar. Acabou o espaço. Beijos, agenda” E o melhor presente que eu poderia ganhar, ganhei. E em dobro, um em março outro em setembro (como relatado aqui mesmo, nas respectivas datas). Ambos acompanhado da mocinha lá da Glória, que apesar da distância, ainda está aqui no coração. Dia 25 e 26 foram com certeza um dos clímax do meu ano. Bom, acho que já falei o sulficiente sobre eles em posts anteriores.
Há tantas outras coisas que mereciam ser lembradas, mas se eu for escrever tudo, isso aqui vai ficar imenso. Creio que este já seja o maior post do blog; não tenho cortume de escrever muito, mas eu realmente queria escrever um texto especial para um ano especial. Um ano maior e bem mais recheado que os demais. Essas foram as poucas coisas que escrevi no meu diário/agenda logo no começo do ano, sendo que a segunda metade ficou basicamente marcada por viagens e mais viagens e um alguém que apareceu na minha vida e tomou conta do meu coração. Enfim.
Acaba aqui o ano de um pseudo-vestibulando que fez de tudo, menos estudar; de um pseudo-boxeador que não gosta de malhar; de um pseudo-músico que sonha um dia em ser um músico; de um pseudo-ser-humano que será pseudo pro resto da vida.
Feliz 2008!
e a saliva ainda não secou.
Love is a fire
burns down all that it sees…
Este texto teria, obrigatoriamente, que ser melhor do que o outro cujo título se assemelha devido a rasões pelas quais eu nem preciso citar.
Quando espera-se por muito tempo algo tão distante, passa-se a duvidar de tal existência devido ao enorme buraco que não nos permite a convivência. Assim, ouvir, apenas ouvir, a voz rouca e pegajosa faz com que eu tenha uma falsa sensação de sulficiência, deixando de lado a esperança em ver, ao vivo e a cores, a alguns metros de distância.
O Seis da manhã (de natal) foi a falsa sensação de vida; não havia espaço no chão para se deitar. O Híno no ódio foi realmente uma surpresa nostalgica. Amor é um fogo… lágrimas o apagaram. Doce sonhos são feitos disso, quem sou eu para discordar?
Lute, lute, lute! Foi o clímax da vida. Os óculos de coração, sem salvação, sem perdão quebraram tudo.
Por fim, o povo bonito acabou com a noite. E eu me acabei também.
E tudo acabou.
6 am, christmas morning
No shadows, no reflections here
Lying cheek to cheek in your cold embrace
Será que eu aguento?
(…)
sem mais.